Persuasão. Subimos a montanha...tranqüilamente uma montanha...cada passo apagando as pegadas de um velho desconhecido, vestido de manhã fugaz, diáfana, aventureira...fantástica...sua fantasia perfeita antes do pôr do Sol e das gaivotas. Lentamente veloz. Alça vôo, paradoxo intermitente, tik-tak...tik-tak...tik-tak de suas asas agride o ar, tatuando rumos na nossa pele, tecendo memórias nos nossos cabelos...capturados todos os segredos, as quimeras, minha vida na tua, nossa varanda de luzes e sombras, a "eu te amo" elevada à infinita potência, nosso jardim de auroras, de absurdos, de orquídeas...ah! as Phalaenopsis...ou borboletas ofegantes capturadas, deitadas numa teia de aranha prateada.
Tempo. Dou-te minha liberdade, de mãos dadas semeamos...ávidas primaveras entre as pedras, tempestades entre os cântaros, sementes de um porvir incerto e sincero entre as mãos.
Não se preocupe, amor, corre. A montanha corre debaixo dos pés e de repente se afasta como um adeus...sobre o mar e a areia corre o sangue indomável nas veias, corre a respiração apressada...o prazer conquista intenso o cume, tocando o azulcinza com a ponta de um desejo sem temor...voamos encolhidos no colo do vento.
Desenlace. Tua vida na minha, nos passarinharemos sem medida. Entre as nuvens entre as estrelas?
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